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18 de Abril/14

SEMINÁRIO O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS

A partir de três grandes temas, o SEMINÁRIO O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS promete refletir e interpretar essa experiência que dividiu a história do País no Século XX. Serão debatidas as formas de expressão encontradas pelas diferentes linguagens artísticas para continuar atuando no sombrio período, assim como o legado da ditadura para a formação da sociedade brasileira.

Sobre o tema A produção literária nos anos de chumbo serão realizadas duas mesas, reunindo alguns dos maiores escritores brasileiros. Na mesa I, a ser realizada no dia 17, às 19h, estarão Thiago de Mello e Carlos Heitor Cony . Na mesa II, dia 18, às 11h30, Antonio Torres, Domingos Pellegrini, Ignácio de Loyola Brandão e Luiz Fernando Emediato relatarão suas experiências no período.

Outra reflexão sobre os anos de chumbo se dará a partir do tema Narrativas guerrilheiras: a luta contra a ditadura vista por dentro, com relatos emocionantes de autores que passaram pela marcante experiência da prisão. No dia 17, às 21h, estarão juntos o poeta Pedro Tierra (nome artístico de Hamilton Pereira, atual Secretário de Cultura do DF e autor de obras como Missa dos Quilombos) e Maurice Politi (ex-militante da ANL). No dia 18, às 18h30, a conversa caberá ao jornalista e político Alfredo Sirkis e Carlos Eugênio Paz (ex-militante da ANL). E no dia 20, o mesmo tema revelará as experiências do jornalista Franklin Martins, e Gilney Viana (Coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade). Todos os debates sobre Narrativas guerrilheiras terão mediação da jornalista Tereza Cruvinel.

As mesas sob o título A produção artística e cultural na ditadura: a criatividade e a esperança como armas contra o medo e a repressão colocarão lado a lado Capinam, Ziraldo e Luiz Gutemberg, no dia 19, às 16h30, e Aderbal Freire Filho, Vladimir Carvalho e Nilson Rodrigues, no domingo, dia 20, às 16h30. E para falar sobre A educação no Brasil antes, durante e depois da ditadura foram convidados Moacir Gadotti (atual diretor do Instituto Paulo Freire, em São Paulo) e a professora Eva Wairos (DF), no dia 19, às 10h30.


PARTICIPANTES


Thiago de Mello
Um dos poetas mais importantes e respeitados do Brasil, ícone da literatura regional, nasceu em Barreirinha, no Amazonas, em 1926. Suas obras já foram traduzidas para mais de 30 idiomas. O poeta combativo foi preso durante a ditadura militar e exilou-se no Chile, encontrando em Pablo Neruda um amigo e colaborador. No exílio, morou na Argentina, Chile, Portugal, França, Alemanha. Com o fim do regime militar, voltou à sua cidade natal, onde vive até hoje. É autor do celebrado poema Os Estatutos do Homem. Seu livro Poesia Comprometida com a Minha e a Tua Vida recebeu, em 1975, ainda durante o regime militar, prêmio concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte e o tornou conhecido internacionalmente como um intelectual engajado na luta pelos Direitos Humanos.


Carlos Heitor Cony
Jornalista e escritor carioca, nascido em 1926, Carlos Heitor Cony é comentarista da rádio CBN e colunista do jornal Folha de São Paulo. Autor de 17 romances, diversos livros de crônicas e adaptações de clássicos da literatura universal. Membro da Academia Brasileira de Letras, tem tido sua carreira como romancista fartamente reconhecida. Ganhou duas vezes o Prêmio Manuel Antônio de Almeida pelos romances A Verdade de Cada dia e Tijolo de Segurança, 1957 e 1958 respectivamente. Prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra em 1996. Prêmio Jabuti em 1996 (pelo romance Quase memória), 1997 (romance A casa do poeta trágico) e 2000 (romance Sem palavras). Prêmio Nacional Nestlé de Literatura em 1997, pelo romance O piano e a orquestra. Os romances Quase memória e A casa do poeta trágico receberam também o prêmio de Livro do Ano, conferido pela Câmara Brasileira do Livro. Recebeu do governo francês a Ordre des Arts et des Lettres.


João Ubaldo Ribeiro
Baiano de Itaparica (1941), é Bacharel em Direito mas jamais advogou. Mestre em Administração Pública e Ciência Política pela Universidade da Califórnia do Sul, deu aulas de Administração e Filosofia. Atuou como repórter, jornalista e colunista em diversos veículos no Brasil e no exterior. Escreveu seu primeiro livro, Setembro não Tem Sentido, aos 21 anos de idade. O segundo já foi Sargento Getúlio, 1971, um marco do moderno romance brasileiro, premiado com o Jabuti e apontado como um dos cem romances brasileiros do século XX. Seguiram-se Vencecavalo e o Outro Povo, Viva o Povo Brasileiro (Prêmio Jabuti), Vida e Paixão de Pandonar, o Cruel, O Sorriso do Lagarto, dentre outros. Possui vários prêmios internacionais de prestígio, como o Camões, o mais importante reconhecimento a autores de língua portuguesa, conferido em 2008, e detém a cátedra de Poetik Dozentur na Universidade de Tubigem, Alemanha.


Antônio Torres
Um dos mais importantes nomes de sua geração, o escritor nascido no interior da Bahia, atuou como repórter e publicitário, antes de se dedicar exclusivamente à atividade literária. Atualmente, mora em Itaipava, no estado do Rio de Janeiro. Tem 11 romances publicados, um livro de contos, um livro de crônicas, um para crianças, perfis e memórias. Aos 32 anos, lançou seu primeiro romance, Um cão uivando para a Lua, que causou grande impacto, sendo considerado pela crítica “a revelação do ano”. Seguiram-se Os Homens dos Pés Redondos, Essa terra (considerado sua obra-prima, o livro abriu caminhos para uma carreira internacional do autor), Balada da infância perdida, Um táxi para Viena d’Áustria, O cachorro e o lobo, Meu querido canibal, O nobre sequestrador e Pelo fundo da agulha (Prêmio Jabuti). Tem livros publicados em Cuba, Argentina, França, Alemanha, Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Israel, Holanda, Espanha, Bélgica, Portugal, dentre outros. Foi condecorado pelo governo francês, em 1998, como “Chevalier des Arts et des Lettres”. Em 2000, ganhou o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra.


Domingos Pellegrini
Romancista, contista, cronista, poeta, jornalista e publicitário nascido em Londrina (1949). Diversas vezes indicado ao prêmio Jabuti, sendo vencedor em 1977, por seu livro de estreia, O Homem Vermelho, de contos, e pelo romance O Caso da Chácara Chão, de 2001. É autor de mais de 30 livros, nos diversos gêneros: conto, poesia, romance e literatura infantil. Tem mais de três milhões de exemplares publicados.


Ignácio de Loyola Brandão
Um dos maiores nomes de literatura brasileira, é romancista, contista, cronista e jornalista, nascido em Araraquara, São Paulo, em 1936. Estreou no jornalismo com uma crítica de cinema para o jornal de sua cidade, ainda aos 16 anos. Aficionado por cinema, foi à Itália, estudar roteiro na Cinecittà. Na volta ao Brasil, estreia na literatura com a coletânea de contos Depois do Sol, de 1965. Três anos depois vem o primeiro romance, Bebel que a cidade comeu. Seu romance Zero, eleito como um dos cem melhores do Brasil no século XX, foi publicado primeiro na Itália; no Brasil, acabou censurado pela ditadura militar em 1975 e só liberado em 1979. Em 2008, com o romance O Menino que Vendia Palavras, ganhou o Prêmio Jabuti. É autor de obras referenciais como O Verde Violentou o Muro, O Beijo não vem da boca e Dentes ao sol.


Luiz Fernando Emediato
Jornalista, escritor e editor mineiro, nascido em Belo Vale (1951). Começou a carreira no jornalismo como estagiário na sucursal do Jornal do Brasil em Belo Horizonte, quando ainda estudava na UFMG, em 1973. Cinco anos mais tarde, passou a integrar a equipe d’O Estado de São Paulo, onde permaneceu por dez anos seguidos. Em 1982, recebeu o Prêmio Esso. Um ano depois, o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha. Dirigiu ainda o jornalismo do SBT. É autor de O Outro Lado do Paraíso (1981), que foi transformando em filme pelo cineasta André Ristum (longa em fase de finalização), A Grande Ilusão (1992), Um Projeto para o Brasil (1993), Trevas no Paraíso (2004). É editor executivo e publisher da Geração Editorial.


Pedro Tierra
Hamilton Pereira, cujo pseudônimo de poeta é Pedro Tierra, nasceu em Porto Nacional (TO), em 1948. Viveu em seminários e prisões. Por sua militância na Ação Libertadora Nacional (ALN), cumpriu cinco anos de prisão (1972/77) em Goiânia, Brasília e São Paulo, sofrendo tortura. Libertado, contribuiu para fundar e organizar Sindicatos de Trabalhadores Rurais. É membro da diretoria executiva do PT desde 1987.  Foi secretário de Cultura do Distrito Federal durante o governo de Cristovam Buarque e atualmente ocupa o mesmo cargo no governo de Agnelo Queiroz. Militante informal do MST, participou da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Sua obra inclui Poemas do Povo da Noite (Menção Honrosa no Prêmio Casa de Las Américas, em 1977); Missa da Terra sem-males, em parceria com Pedro Casaldáliga e Martin Coplas; Missa dos Quilombos, com Pedro Casaldáliga e Milton Nascimento; Água de Rebelião; Inventar o Fogo; Zeit der Widrikeiten, antologia; Dies Irae.


Maurice Politi
Nascido no Egito, em 1949, e emigrado para o Brasil aos oito anos de idade, teve grande atuação no movimento contrário à ditadura militar. Forneceu apoio logístico à Ação Libertadora Nacional (ALN), até ser preso em 1970, condenado a quatro anos de prisão. Deste período – que incluiu passagem por nove prisões e 36 celas – ele trata no livro Resistência atrás das grades. Expulso do Brasil em 1975, viveu vários anos em Israel, até poder retornar, em 1980, indo trabalhar numa empresa multinacional no campo de exportação e controle de qualidade, na qual veio a se aposentar, em 2007, como presidente da companhia.


Alfredo Sirkis
Professor, jornalista, escritor, roteirista e político, um dos fundadores do Partido Verde. Doutor em Sociologia pela Université René Descartes, Paris V, Pós-Doutor pela University of Alberta e McGill University, Canadá, pesquisador do CNPq e consultor da Fapesp, CNPq e CAPES. Autor de diversos artigos nacionais e internacionais sobre cibercultura e dos livros Cidade Digital (2007), Cibercidade II (2005), Cibercidades (2004), Olhares sobre a Cibercultura (2003), Cultura das Redes (2002), Cibercultura. Tecnologia e vida social na cultura contemporânea (2002, 2004, 2008) e Janelas do ciberespaço (2000). Membro do conselho editorial das principais revistas científicas em comunicação no Brasil e das revistas Wi. Journal of Móbile Media (Canadá), Canadian Journal of Communication (Canadá), Revue Sociétés (França/Bélgica), entre outras, atualmente é editor assistente da revista Contemporanea (Facom/UFBA), e das revistas eletrônicas 404nOtF0und e Cibercultura (do Itaú Cultural).


Carlos Eugênio Paz
Militante com muita participação na luta armada contra a ditadura, no período de 1966 a 1973, entrou para a Ação Libertadora Nacional (ALN) aos 17 anos de idade e em pouco tempo já era um de seus dirigentes. Poucos nomes participaram de tantas ações armadas no período como Clemente, codinome de Carlos Eugênio. Apontado como um dos homens mais procurados do país, exilou-se na França, em 1973, onde permaneceu até 1981, trabalhando como músico de jazz. Escreveu dois livros sobre o período de luta: Viagem à luta armada e Nas trilhas da ALN. O personagem Tiago, protagonista do filme Cabra-cega, de Toni Venturi, de 2005, foi inspirado na história de Carlos Eugênio Paz.


Franklin Martins
Jornalista político, foi ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social durante o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, até 2010. Ainda jovem, foi líder estudantil e depois integrante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro, o MR-8. Junto com militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN), foi um dos mentores do sequestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles B. Elbrick, o que lhe rendeu proibição de pisar no país até os dias atuais. Exilou-se em Cuba, Chile e na França, onde se diplomou em Ciências Sociais pela Universidade de Paris. Como comentarista político, atuou em diversos veículos, incluindo a Rede Globo, Globonews, CBN e Rede Bandeirantes.


Gilney Viana
Mineiro de nascimento e cuiabano de coração, é médico, professor, autor do livro Fome de Liberdade. Coordena o projeto Direito à Memória e à Verdade. Participou da resistência armada à Ditadura Militar e lutou ao lado de Carlos Marighella. Foi preso em dois momentos diferentes e passou, no total, 13 anos na prisão. Na redemocratização, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores em Minas Gerais e pouco depois em Mato Grosso.


Tereza Cruvinel
Jornalista, nascida no interior de Minas Gerais, em 1956, viveu e estudou em Coromandel, Monte Carmelo, Prata e Uberlândia, até mudar-se para Brasília em 1972, para entrar na Universidade de Brasília. Atuou no movimento estudantil, militando na Liga Operária e participou ativamente da greve de 1977. Teve de viver alguns anos na clandestinidade até voltar à capital brasileira em 1981, com a Anistia. Concluiu jornalismo e logo se interessou pelo jornalismo político. Trabalhou na TV Brasília, Jornal de Brasília, Correio Braziliense, Jornal do Brasil e jornal O Globo (por 24 anos). Foi também comentarista política da Globonews. Em 2007, foi convidada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a assumir o cargo de presidente da EBC – Empresa Brasil de Comunicação, com a tarefa de implantar a TV Brasil. Hoje, é colunista política do Correio Braziliense.


Capinan
Poeta, é considerado um dos maiores letristas de sua geração, nome referencial do movimento tropicalista do fim da década de 1960. Nascido na cidade de Esplanada, na Bahia, mudou-se para Salvador aos 19 anos e foi cursar direito na Universidade Federal da Bahia. Fez amizade com Caetano Veloso e Gilberto Gil. Em 1964, já vivendo em São Paulo, lança seu livro de poemas de estreia, Inquisitorial. Depois de cursar medicina em Salvador, exerce a profissão ao mesmo tempo em que se dedica ao trabalho de poeta, dividindo a parceria com Gil na música Viramundo. É autor de sucessos como Soy loco por Ti, América, e Miserere Nobis, também em parceria com Gil. É parceiro de Paulinho da Viola, Fagner, Geraldo Azevedo, Moraes Moreira e João Bosco entre muitos outros. Com João Bosco, criou Papel Machê, grande sucesso popular. Em 1996, publicou o livro de poemas Uma Canção de Amor às Árvores Desesperadas.


Ziraldo
Um dos mais aclamados escritores infantis do Brasil, o mineiro de Caratinga, nascido em 1932, é chargista, pintor, dramaturgo, caricaturista, escritor, cronista, desenhista, humorista, colunista e jornalista. Foi o primeiro cartunista brasileiro a ter uma revista em quadrinhos só dele, A Turma do Pererê, a primeira totalmente em cores feita no Brasil. É também criador de personagens que fazem parte do imaginário do povo brasileiro, como o Menino Maluquinho. Em 1969, Ziraldo recebeu o "Nobel" Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, principal premiação da imprensa livre da América Latina. Foi fundador e posteriormente diretor do periódico O Pasquim, tablóide de oposição ao regime militar. Em 1980, lançou o livro O Menino Maluquinho, seu maior sucesso editorial, depois adaptado para o cinema e a televisão. Colabora em diversas publicações. Desde o ano de 2000 participa da "Oficina do Texto", iniciativa de coautoria de livros do Mundo, criada por Samuel Ferrari Lago. Através deste projeto, já ilustrou histórias que ganharam textos de alunos de escolas do Brasil todo, totalizando aproximadamente 1 milhão de diferentes obras editadas em coautoria com 1 milhão de crianças.


Luiz Gutemberg
Jornalista nascido em Maceió (1937), atuou no Correio da Manhã, no Rio de Janeiro, dirigiu a sucursal da Veja e da Rede Bandeirantes, em Brasília, onde também criou o jornal semanal José. É autor de biografias de Ulisses Guimarães e senador Pedro Simon e de textos teatrais: Auto da Perseguição e Morte de Mateu, O Processo Crispim, O Homem que enganou o diabo e ainda pediu troco e O Auto da Lapinha. É membro da Academia Alagoana de Letras.


Aderbal Freire Filho
Um dos mais conceituados diretores de teatro do Brasil, é também ator e dramaturgo, nascido em Fortaleza (1941). Fez sua estreia como ator em Diário de um Louco, de Nikolai Gogol, em 1970, no Rio de Janeiro, mas o sucesso veio depois da direção do monólogo Apareceu a Margarida, de Roberto Athayde, com Marília Pêra, em 1973. No mesmo ano, funda o Grêmio Dramático Brasileiro. Dono de uma poética própria já na década de 1970, a sofisticação visual de sua linguagem e seu experimentalismo acabam lhe atribuindo a imagem de diretor hermético. Mas Aderbal seguiu fazendo suas experiências e ocupando a cidade. Em 1989, cria a Companhia Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, com a qual monta uma trilogia voltada para temas nacionais: Lampião (1991), com texto de sua autoria; O Tiro que Mudou a História (1991, com texto em parceria com Carlos Eduardo Novaes) – encenado no antigo Palácio do Catete -; e Tiradentes (1992). Paralelamente leciona na CAL – Casa de Artes de Laranjeiras, Escola de Teatro Martins Pena e Faculdade de Letras da UFRJ. Voltou a atuar em teatro com Depois do Filme, de 2011.


Vladimir Carvalho
Cineasta, jornalista e ex-professor titular da Universidade de Brasília nas disciplinas de Cinema. É autor de O país de São Saruê, que permaneceu cerca de nove anos interditado pela censura e só foi liberado com a anistia, em 1979. Realizou duas dezenas de filmes documentários, sendo quatro deles longas-metragens. Quase todos os seus filmes foram alvo de prêmios e distinções, sendo o único diretor brasileiro detentor de três Margaridas de Prata, outorgadas pela CNBB aos filmes Pedra da riqueza, O evangelho segundo Teotônio e Conterrâneos velhos de guerra. Publicou dois livros com os roteiros e as críticas dos filmes O país de São Saruê e Conterrâneos velhos de guerra. É autor do livro Cinema Candango - Matéria de Jornal, a respeito do cinema feito em Brasília. Recentemente Lançou em DVD e na televisão seu filme sobre vida e obra do escritor José Lins do Rego, Intitulado O engenho de Zé Lins.


Nilson Rodrigues
Produtor cultural nascido em Minas Gerais (1965), coordenou e dirigiu várias mostras e festivais, como o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (1995, 1997, 1998 e 2011). Produziu alguns documentários como O Caminho das Onças (1997), de Sérgio Sanz, e Por um mundo sem fome (2004), de Tânia Quaresma, e os longas-metragens Tainá 3 – A Origem (2013), de Rosane Svartman, e O Outro Lado do Paraíso, de André Ristum, em fase de finalização. É produtor da série Impressões do Brasil, dirigida por Ronaldo Duque e atualmente exibida no canal Arte 1. Atuou como diretor da Ancine. Em 2012, entrou no mercado exibidor, abrindo, em Brasília, as salas do Cine Cultura Liberty Mall. Em 2013, tornou-se sócio da distribuidora Tucumán.


Moacir Gatotti
Nascido em Santa Catarina (1941), é professor titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e atual diretor do Instituto Paulo Freire. Licenciado em Pedagogia e Filosofia, mestre em Filosofia pela PUC-SP, é doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra (Suíça) e Livre Docente da Universidade Estadual de Campinas. Publicou vários títulos voltados para a área da educação: Educação e Poder (1988), Paulo Freire: Uma bibliografia (1996), Pedagogia da Terra (2000) e Educar para um Outro Mundo Possível (2007).


Eva Waisros Pereira
Graduada em Pedagogia com mestrado em Educação pela Universidade de Brasília. É doutora em Ciências da Educação pela Universidade Aberta – Portugal e possui pós-doutorado na Universidade de Poitiers, na França. Professora emérita da UnB, é pesquisadora colaborada da universidade, atuando junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação. Especializada em História da Educação, dedica-se a temas como política educacional, educação básica, formação de professores e educação à distância.

 

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A II BIENAL BRASIL DO LIVRO E DA LEITURA é uma realização do Governo do Distrito Federal, através das Secretarias de Cultura e Educação, e do ITS – Instituto Terceiro Setor. A coordenação geral é do produtor Nilson Rodrigues e curadoria do jornalista e escritor Luiz Fernando Emediato. Produção executiva de Eduardo Cabral. O evento está inserido no PDLL - Plano do Distrito Federal do Livro e da Leitura.

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